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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sobre chorar



Chorar faz bem. Por mais que você fique chorando por horas e seu rosto fique inchado, a cabeça doendo, os olhos ardendo, no final é como se fosse tivesse liberado tudo aquilo que estava sentindo, ou pelo menos uma parte. Sempre chega uma hora em que essa agonia passa. Talvez porque suas lágrimas secaram. Bom mesmo é quando você se acalma, dorme e nem percebe. Não sei você, mas depois que eu choro, pouco ou bastante, me sinto aliviada. 
Muitas vezes em nossa vida seguramos o choro. Pra mim, essa é uma sensação terrível. Não é fácil segurar aquele mundo de lágrimas brotando dentro dos olhos. Às vezes temos vergonha de chorar em certos lugares, e na frente de certas pessoas. Evitamos ao máximo! Mas quando chegamos em casa, ou em um lugar onde nos sentimos seguros, não tem como evitar. Desabamos em soluços e tristeza. Lágrimas sem fim vertendo pela face.  E nos encolhemos, nos abraçamos forte, tentando arrancar todo aquele sentimento ruim do peito.
Sabe, ninguém é de ferro, e cada um tem seus motivos pra chorar. Não faz mal desmoronar às vezes, mandar tudo pra fora, chorar além da conta, mesmo que você se considere mais forte do que todos os outros. Contanto que haja amanhã, contanto que um dia o choro termine, o choro é um desabafo que muitas vezes é necessário.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Quem? AHN?



Lá estava eu concentrada no que estava fazendo. Normal, poxa. Pra mim claro, porque eu , diferente das outras mulheres, não consigo fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Aí a pessoa me surge do nada, me falando de um assunto que veio de marte e me fazendo perguntas freneticamente.  “QUEM?” “AHN?” minhas típicas respostas. E tem vezes que ainda brigam comigo! Se eu disse que não te entendi, ou se não ouvi o telefone tocar, é verdade. Custa me cutucar e olhar nos olhos pra saber se eu realmente estou escutando? Ah, e nem inventa de ficar me gritando de longe. Meu ouvido esquerdo não funciona 100% (talvez seja o direito, sei lá), e eu vou gritar que dizendo que não te ouço e ainda te mando pra ponte que partiu (Num tom inaudível, claro). Porque eu não tenho culpa se a minha mente resolve de vez em quando se desligar do ambiente ao redor. Muito menos porque eu não escuto direito! Só me resta rir. E deixar os outros rirem do meu desligamento, claro.