Agora me deu saudade. Uma saudade estranha e múltipla. Saudades
de várias pessoas que estão longe. Do cheirinho delas, do abraço, da conversa,
do sorriso. Pessoas que eram especiais demais pra mim, e que continuam sendo,
apesar da distância. Estou sentindo falta de ver um “online”, de jogar conversa
fora. Sabe, tem coisas que são inesquecíveis, momentos, histórias e
principalmente pessoas. Tem gente que eu nunca nem fui próxima, mas que vou
lembrar pra sempre. Imagina aquelas que chegaram mais perto e conquistaram o
meu coração! São pessoas diversas e que moram em lugares diferentes. Quem me
dera poder estar com todas elas reunidas em um só lugar. Pra sonhar um pouco. Tentar
reviver os momentos e pelo menos por poucos minutos sentir que a presença delas
será eterna em minha vida. A presença física. Aquela que não pode ser
substituída por memórias, fotos ou telefone.
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Ficar vs flertar
Olha, pra ti pode não fazer diferença. Mas organizando meus
botões esses dias, cheguei a duas definições separadas, onde ficar é diferente
de flertar. Um flerte não é uma ficada, mas pode vir a ser. Uma ficada não será
um flerte, porque já foi um, é a continuação de um flerte ou nunca será um
flerte. Deu pra entender? Espero que sim.
Ficar é bom. Não é o máximo, é bom. Aquelas ficadas que
envolvem sentimento, confiança, parecem fazer mais sentido pra mim, e por isso
as defino em um nível acima de “bom”. O certo mesmo é compromisso, mas isso não
anda muito popular hoje em dia, infelizmente.
Ficar é um tipo de aventura de futuro incerto ou improvável.
É correr o risco de se apaixonar e sofrer. É motivo de diversão e prazer.
Sentir o parceiro, descobrir novas línguas e aproveitar o momento. É arriscado
e excitante. Ou já é normal e perdeu a graça, dependendo da sua quilometragem,
se é que me entende.
Flertar é sentir aquela palpitação. Não por que ele te puxou
mais forte, e sim porque ele está te olhando continuamente. É sentir o coração
bater mais forte ao primeiro contato. É inventar uma desculpa pra chegar perto
ou conversar. É querer que ele te olhe, te note no meio de tanta gente. É
aquele menino que você vai chegar em casa e ligar pra sua amiga contando sobre
como ele era bonito, ou fofo e como ele te olhava. Que você simplesmente não
sabe o que dizer quando se trompam sem querer. Que você fica tímida quando você
vai conversar, mesmo que seja a mais tagarela da turma. E simplesmente sorri na
presença dele, aquele sorriso bobo e estampado na cara. Ou seja, uma paixonite
aguda que eu definiria como puro açúcar. Meloso, enjoativo pra quem vê de fora.
Mas é gostoso e faz bem! É bem mais inesquecível do que o carinha que você
pegou na esquina ou daquele outro que você nem lembra o nome. E definindo, pela
ultima vez nesse texto, flertar é o que torna a ficada legal. É o que a torna
diferente e única. Pra mim, ficar só faz sentido quando há um flerte.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Escrever é libertador
Nunca foi fácil abrir o coração. Me faltam as palavras, as colocações certas, a certeza de estar dizendo o que realmente estou sentindo. Muitas vezes, tudo isso que acontece no meu interior acaba ficando preso na garganta sem ninguém poder ouvir, saber. Não que seja ruim guardar no íntimo – mas também não é melhor que falar. Por isso comecei a escrever. Quando olhos, boca , gestos e feições não trasmitem nada com exatidão, minha mão e dedos tomam a frente e falam por mim. As palavras podem ser vistas, lidas e relidas quando não lembramos de algo, e também apagadas e reescritas, quando não saem da maneira que deveria ser.
Por isso estou aqui, para poder passar a limpo as coisas que passeiam por minha mente . Quem sabe assim as pessoas que estão ao meu redor possam ler e compreender um pouco mais a meu respeito. E as que não me conhecem, talvez se encontrem nas linhas do meu pensamento.
Aproveite se você gosta de ler. Porque pra mim, escrever é libertador.
O Melhor Amigo
Ele era seu confidente. Seu protetor, seu conselheiro, sua risada, seu motivo, sua companhia, sua segurança, sua confiança, seu melhor amigo. Ela sabia que podia contar com ele pra tudo, e sabia que era raro aquele laço de amizade que ela tinha com ele. É claro que os dois se atraíam, por mais amigos que fossem nunca deixariam de ser homem e mulher. É a lei da natureza. Ele já havia se perdido no corpo dela, já havia achado sexy aquele sorriso. Ela jurava que podia se apaixonar por ele a qualquer momento, por aqueles olhos sinceros e por aquele abraço. Mas foi uma decisão feita no início. Seriam amigos. Só amigos. Com o passar do tempo se acostumaram com tudo isso, ela se apaixonou, namorou. Ele fez o mesmo, teve seus relacionamentos. E desabafavam um com o outro, falavam de seus amores, e de como aquela menina ou menino era atraente. O que mais queriam era ver o outro feliz. No último caso ele o foi o cupido, mas nem tudo saíra como o planejado. O fim chegou, e ela não pode se conter em lágrimas. Correu para os braços do seu amigo, e chorou amargamente. Ele não resistiu ao vê-la daquele jeito e chorou junto. Brigou consigo mesmo por ter feito parte aquilo. Por ter dado chance para um idiota ferir o coração daquela linda menina que era tudo pra ele. Ela o abraçou forte e disse que não era culpa dele, mesmo ele não aceitando isso. Por um momento ele quis sair correndo para dar uma dura no homem que a desrespeitara, numa tentativa de perdoar a si mesmo. Ela o segurou pelo braço antes que ele saísse pela porta. Ao se virar e olhar dentro dos olhos vermelhos daquela garota, algo aconteceu. O inesperado, o errado. Teve um desejo incontrolável de amá-la naquele momento. Mal sabia ele que também algo borbulhava dentro de um coração ferido. Ela enlaçou seus braços no pescoço dele e o beijou pela primeira vez. Ela não estava fugindo, nem mesmo tentando esquecer um homem se distraindo com outro. Ela simplesmente se apaixonou naquele momento, por aquele cuidado, por aquele amor verdadeiro. Foi um beijo demorado. Ela esqueceu tudo, se entregou. Ele no início estava confuso, mas acabou não resistindo e atendeu aos desejos dela e dele próprio, naquele momento, com o maior respeito possível.
De repente ela parou. Arregalou os olhos e lentamente se distanciou. Colocou a mão nos lábios e perguntou: - isso é certo?
Ele perguntou de volta: - qual foi o seu motivo?
Parou para pensar em alguns segundos, e espantada com a resposta que obtivera, respondeu: - Descobri que te quero. Muito.
Ele deu um sorriso bobo. Percebeu que estivera sempre ali, disfarçado pelo amor da amizade.
- Pois então descobrimos o amor junto – respondeu ele, e segurou a mão dela. Ela soltou rapidamente, passou a mão nos cabelos e temeu. Temeu que isso pudesse terminar mal, que a amizade poderia acabar e também teve medo do futuro. Contou isso a ele, uma lágrima rolou naquele rosto inseguro.
Ele docemente segurou seu rosto entre suas mãos macias. Olhou profundamente nos seus olhos e disse:
- Eu prefiro me arriscar mesmo sabendo que um dia posso me arrepender, do que ficar ao teu lado e olhar pra você sabendo que não posso te ter nos meus braços novamente. O que eu mais quero é te fazer feliz.
- pois saiba que conseguiu. Eu nunca fui tão feliz ao lado de alguém. – ela respondeu. Correu para os braços dele, e se protegeu ali. Enquanto ele sentia o cheiro do seu cabelo limpo, ela teve a certeza, que ali era o seu lugar, e que não precisava mais se preocupar com o que viria. Já que o futuro não teria graça, se não estivesse com ele - seu melhor amigo, seu melhor amor.
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Cansada do amor
Ela Cansou do amor. Sentiu vontade de ser só ela e ela. Um egoísmo que pra muitos não faria sentido, que soaria mal. Cansou de sofrer por amor, de derramar lágrimas por alguém, de sentir falta de um abraço, cansou das declarações, cansou de depender, cansou de problemas para resolver, dúvidas para se esclarecer. Pelo menos naquele instante, não queria mais o calor, o fogo da paixão. Não queria o coração acelerado que a fazia perder o ar, que fazia suas bases tremerem.
Queria ter o coração livre de sentimentos que a prendiam. Queria ter o poder de aproximar e largar sem sentir nada, ter o gostinho do IMPOSSÌVEL. Tirar o nó da garganta, não ter medo de arriscar. Ser independente, e ter o coração calejado para não sentir dor, apensar de saber que se fosse assim, reclamaria por ser fria. A faca afiada da indiferença acabaria a matando aos poucos, e ela acabaria chorando do mesmo jeito, por não saber o que é se entregar. Portanto, nenhum extremo faz bem, óbvio. O bom seria se entregar, amar, sofrer e se recuperar – completamente – num período de tempo não tão longo. Mas são poucos que dominam a arte da superação. E a realidade dela e das pessoas que a cercavam, estavam bem longe de ser parecida com essa. O engraçado é alguém como ela pensando uma coisa dessas. Ela tinha o amor, um amor sincero e mesmo assim a incomodava saber que dependia dele. A alma dela aspirava liberdade, mas o amor a prendia de tal forma, que ficou sem saber como agir. Seu coração ansiava cada beijo, cada suspiro quando o amor estava presente. E por mais que tentasse ser forte, continuava amando, dependendo, respirando e vivendo cada dia mais esse amor.
PS: Inspirado em todas as minhas amigas que sofrem do "coração". Amo vocês.
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Sinto sua falta.
Hoje eu to sentindo sua falta mais do que nunca, falta do seu cheiro, do seu abraço, do seu beijo e dos seus olhos. Queria muito que eles estivessem aqui agora, seus olhos brilhantes, olhando pra mim, e o seu sorriso lindo que me faz sorrir junto. É nessas horas que eu vejo como você é tão importante, tão essencial pra mim. O quanto você me faz bem, o quanto sua presença me conforta. Meu coração está triste, ele chora porque você não está aqui. Talvez ele só vá sarar quando você estiver por perto. Vem cuidar de mim, que eu cuido de você. Me mostra o que dói que eu dou beijinhos pra sarar. Vem me fazer feliz, que eu te faço rir pro resto da vida. Vem me tratar como uma princesa, e eu vou te amar pra sempre.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Tão instável quanto possível.
Meu coração nem sempre está de acordo comigo. E ele é tão instável quanto possível. Ele pode me fazer tão bem e ao mesmo tempo tão mal. Pode me fazer sentir tão poderosa, mas também tão dependente. O ponto de equilíbrio talvez não exista. Só sei que as decisões nem sempre estão em minhas mãos. E esse descontrole é terrivelmente normal. O que torna ser uma exceção, um desafio.
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