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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ansiedade !




Mas que saco. Fica me atormentando o tempo todo. Como se eu tivesse algo pra fazer, como seu eu acabasse de percorrer uma maratona,  meu coração não sossega um segundo. Isso me irrita profundamente, ao mesmo tempo em que eu não consigo desgrudar do que me deixa tão ansiosa. Porque as coisas demoram tanto pra acontecer? E por que eu não tenho o dom da bendita paciência? Ansiedade é sufocante, é estressante e engraçada quando me vejo digitando esse texto desesperadamente no teclado. Engraçado porque não era sobre esse assunto que eu ia postar, era sobre outra coisa mais filosófica, que por acaso a ansiedade não me deixou escrever, como se eu tivesse outra coisa mais importante pra fazer na net do que escrever um pensamento bonito. Isso é um desabafo. Bem que eu queria poder descontar na própria ansiedade, mas como isso é  impossível e insano, eu desconto todo esse meu apavoramento no coitado do meu teclado e no meu blog. Bom, uma hora outra eu ia ter que escrever sobre isso mesmo. Porque a querida ansiedade insiste em acompanhar a maioria dos meus passos. É isso. E não é que eu fiquei mais calma depois de escrever esse texto? Vai entender.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

TIC TAC



TIC TAC. O tempo é implacável. Nada o impede. Ele está sempre correndo, fazendo do futuro o agora, e do agora passado. É restaurador quando queremos que ele passe rápido, quando ele cura feridas. Mas como é terrível a espera, acompanhada da dúvida e da incerteza! Os ansiosos sabem do que eu estou falando. Sentado no sofá, pontos de interrogação pairando no ar, pernas inquietas e um relógio de parede num Tic Tac agoniante. Nessas horas a maior vontade é de se levantar e matar quem está te matando. É agarrar o relógio, quebrar em pedaços seus ponteiros e tacá-lo na parede até parar de funcionar, esquecendo que o tempo não mora naquele relógio, e nem pode ser tocado. Enquanto se desvencilha de seus pensamentos destruidores, segura firmemente as próprias mãos para que elas não corram ao telefone e liguem para quem esperam que ligue. Talvez o problema seja outro – a espera de um sim ou não, o resultado de um exame sério, que horas fulano chega ou que é que ele tem de tão importante para falar comigo. Nem sempre essas respostas para essas dúvidas têm hora definida para vir à tona. Só quem espera sabe o desespero que é não ter hora marcada para o esperado, ou então como as horas passam devagar quando elas deveriam correr. E o que podemos fazer a respeito? Quem sabe a distração seja uma boa solução para alguns, para outros nem tanto. O lance é que a inquietação precisa ser vencida, e a mente precisa aprender a se concentrar. A pessoa impaciente adquirirá (ironicamente) paciência com o decorrer do tempo, e chegará um momento em que a espera não será TÃO ruim assim. Exercite esse dom. TIC TAC, TIC TAC.