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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ficar vs flertar



Olha, pra ti pode não fazer diferença. Mas organizando meus botões esses dias, cheguei a duas definições separadas, onde ficar é diferente de flertar. Um flerte não é uma ficada, mas pode vir a ser. Uma ficada não será um flerte, porque já foi um, é a continuação de um flerte ou nunca será um flerte. Deu pra entender? Espero que sim.
Ficar é bom. Não é o máximo, é bom. Aquelas ficadas que envolvem sentimento, confiança, parecem fazer mais sentido pra mim, e por isso as defino em um nível acima de “bom”. O certo mesmo é compromisso, mas isso não anda muito popular hoje em dia, infelizmente. 
Ficar é um tipo de aventura de futuro incerto ou improvável. É correr o risco de se apaixonar e sofrer. É motivo de diversão e prazer. Sentir o parceiro, descobrir novas línguas e aproveitar o momento. É arriscado e excitante. Ou já é normal e perdeu a graça, dependendo da sua quilometragem, se é que me entende.
Flertar é sentir aquela palpitação. Não por que ele te puxou mais forte, e sim porque ele está te olhando continuamente. É sentir o coração bater mais forte ao primeiro contato. É inventar uma desculpa pra chegar perto ou conversar. É querer que ele te olhe, te note no meio de tanta gente. É aquele menino que você vai chegar em casa e ligar pra sua amiga contando sobre como ele era bonito, ou fofo e como ele te olhava. Que você simplesmente não sabe o que dizer quando se trompam sem querer. Que você fica tímida quando você vai conversar, mesmo que seja a mais tagarela da turma. E simplesmente sorri na presença dele, aquele sorriso bobo e estampado na cara. Ou seja, uma paixonite aguda que eu definiria como puro açúcar. Meloso, enjoativo pra quem vê de fora. Mas é gostoso e faz bem! É bem mais inesquecível do que o carinha que você pegou na esquina ou daquele outro que você nem lembra o nome. E definindo, pela ultima vez nesse texto, flertar é o que torna a ficada legal. É o que a torna diferente e única. Pra mim, ficar só faz sentido quando há um flerte.

Eles nos testam!



Garotos. Sempre ocupando nossas mentes. Não que nós mulheres, saiamos das deles, mas o lado feminino tende a pensar mais. Quando digo pensar não é lembrar, exatamente. É sim duvidar, se perguntar, questionar, imaginar coisas que nunca acontecerão, enlouquecer, se descabelar, chorar, pensar e pensar.
Mas porque aquele infeliz não me ligou? Será que ele tá com outra? Será que ele não pensa em mim como eu penso nele? Ele vai me largar! Será que eu o magoei em algo? Ai minha santa! Porque ele olhou pra ela? Será que sou atraente o suficiente? E blá blá blá. Perguntas e stress que muitas vezes são desnecessários. Detalhes que nos tornam inseguras em um relacionamento e que nos deixam com vontade de agarrar essas pestes milagrosas e não soltá-las de jeito nenhum, querendo saber tudo o que fazem, aonde vão, que horar acordaram, e o que eles comeram no almoço.
Pois é, queridas. É esse o objetivo deles. Deixar-nos inseguras, fazer com que acreditemos que eles simplesmente não se importam. Que eles tem um coração resistente, e que se você, não correr a trás (servir de tapete), eles vão te largar. Porque eles não estão nem aí. E olha, eles podem realmente não estar nem aí, dependendo do nível de relacionamento de vocês. Mas uma coisa é certa: eles nos testam. Eles olham pra uma garota na nossa frente de propósito pra ver a nossa reação. Eles querem ver o quanto NÓS damos importância. O quanto eles podem nos afetar. E o que a maioria das garotas fazem? Escrevem na testa: EU ME IMPORTO! E geralmente correm atrás, começam a fazer meia dúzia de questionários, grudam mais que chiclete, ligam de dez em dez minutos, fazem o maior doce, e na décima nona pergunta o que lhe resta, sinto lhe informar, é a marca do sapato dele na sua bunda, ou seja, tu levou um pé na bunda e nem viu.  OU não. Porque há caras por aí, que gostam de meninas terrivelmente grudentas, ciumentas, e que simplesmente se afastam quanto mais indiferentes suas parceiras são. Mas não é desse tipo de garoto que eu estou falando, porque comigo, esse tipo não tem chance. Nenhuma.

Voltando: ninguém gosta do que é muito fácil, não é? E cá entre nós, pra que amarrar um cachorrinho que você tem a certeza que não sai do seu pé? Bom, amigas, o cachorrinho pode ser você. E eu te digo, com o perdão da palavra, que as coisas não são bem assim, e que você pode se dar muito mal. (ou não, vai saber se o cara não era uma peste milagrosa).
Todas sabem que se entregar de primeira, não é muito legal. E que caras gostam de desafios. Por isso às vezes é bom fingir que não se importa. É bom se afastar do telefone. Segurar suas vontades para que seus desejos possam se realizar no futuro.
Quando o relacionamento está no início, é apenas uma ficada ou vocês só estão conversando, é normal ter “joguinhos”. E por vocês não se conhecerem direito, por vocês (ou ele) ainda não estarem totalmente apaixonados um pelo outro, acaba havendo esses testes que simplesmente nos fazem mal. Mas lembre-se que a indiferença pode doer muito mais do que uma ligação que você não recebeu. E quando sabemos agir da forma correta, comedida, usando a indiferença como nossa aliada, quem vai ficar encucado são ELES. Quem disse que só eles podem testar? É o lance de andar no mesmo passo. Se ele der um, você talvez dê um. Se ele volta dois, você volta também. Nunca deixe ele pensar que já te conquistou por completo. Agora, se você e seu amor já estão em um relacionamento sério e que já dura há um bom tempo, não há necessidade de joguinhos e testes. Isso complica qualquer relação, porque é algo totalmente dispensável. Mas lembre-se: nunca deixe de lado a perspicácia feminina. Nunca deixe ele pensar que você lambe o chão que ele pisa. O desafio precisa continuar!



segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

TIC TAC



TIC TAC. O tempo é implacável. Nada o impede. Ele está sempre correndo, fazendo do futuro o agora, e do agora passado. É restaurador quando queremos que ele passe rápido, quando ele cura feridas. Mas como é terrível a espera, acompanhada da dúvida e da incerteza! Os ansiosos sabem do que eu estou falando. Sentado no sofá, pontos de interrogação pairando no ar, pernas inquietas e um relógio de parede num Tic Tac agoniante. Nessas horas a maior vontade é de se levantar e matar quem está te matando. É agarrar o relógio, quebrar em pedaços seus ponteiros e tacá-lo na parede até parar de funcionar, esquecendo que o tempo não mora naquele relógio, e nem pode ser tocado. Enquanto se desvencilha de seus pensamentos destruidores, segura firmemente as próprias mãos para que elas não corram ao telefone e liguem para quem esperam que ligue. Talvez o problema seja outro – a espera de um sim ou não, o resultado de um exame sério, que horas fulano chega ou que é que ele tem de tão importante para falar comigo. Nem sempre essas respostas para essas dúvidas têm hora definida para vir à tona. Só quem espera sabe o desespero que é não ter hora marcada para o esperado, ou então como as horas passam devagar quando elas deveriam correr. E o que podemos fazer a respeito? Quem sabe a distração seja uma boa solução para alguns, para outros nem tanto. O lance é que a inquietação precisa ser vencida, e a mente precisa aprender a se concentrar. A pessoa impaciente adquirirá (ironicamente) paciência com o decorrer do tempo, e chegará um momento em que a espera não será TÃO ruim assim. Exercite esse dom. TIC TAC, TIC TAC.